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Amor
28 de agosto de 2011
Quando
fico em silêncio
sou tachada de
estranha
e quando
grito
sou tachada de
louca.
E
stá difícil, viu.
Cansei de me
preocupar
com tanta coisa, principalmente com quem
não
se preocupa comigo.
As vezes me vejo perdida
entre duas partes de mim, uma é forte, madura, independente, destemida, não precisa de mais nada a não ser sua mente e suas vontades e em todo momento se mostra sempre alegre. A outra, bom, a outra parte é como uma criança, ela necessita de proteção, de uma pessoa onde possa refugiar-se quando algo não estiver bem, alguém que vai lhe estender a mão, apoiar a cabeça sobre seu peito, e lhe falar palavras confortantes, ela sente medo e chora, é sensível e faz birra por pouco. A cada momento me encontro em um desses dois lados que completam o que eu sou.
Perdoar,
não é sinônimo de esquecer assim como lutar não é sinônimo de vencer. Antigos placares nunca zeram e feridas passadas nunca fecham. Veneno cuspido corroe pra sempre, e filmes revividos sempre surgem efeito. Lição de moral não constrói um ser humano, e matéria carnal não forma sua base. Seus erros não rotulam-te, e seus atos não te descrevem. Dignidade não é o mesmo que caráter, e falsidade não é o mesmo que dupla personalidade. Saudade não é o mesmo que necessidade, e o completo é conseqüência do que já foi vazio. O que vem vai, e o que foi volta. Fato que é fato não precisa ser discutido, desobedecer as regras não torna algo mais divertido. Fictício é igual refúgio, e realidade é o mesmo que inferno. O prazer e a dor, o sofrer e o amor, andam juntos. Pedir desculpas não é o mesmo que se arrepender. Perdoar, não é sinônimo de esquecer...
Surpreenda a todos aqueles que não esperam nada de você.
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